TONY IOMMI confirma novo álbum solo para 2026 e faz balanço de um ano intenso
Guitarrista do Black Sabbath afirma que disco inédito finalmente chega no próximo ano, após período marcado por homenagens, colaborações e despedidas históricas
Redação - SOM DE FITA
1/2/2026




O ano de 2025 foi tudo, menos discreto para Tony Iommi. Aos 77 anos, o guitarrista que ajudou a moldar os alicerces do heavy metal encerrou o período com uma mensagem direta aos fãs e uma promessa clara: seu aguardado novo álbum solo será lançado em 2026. A declaração veio em um vídeo de fim de ano divulgado nas redes, no qual Iommi revisita projetos recentes, momentos simbólicos vividos com o Black Sabbath e confirma que segue criativamente ativo, sem pressa, mas com foco.
A confirmação encerra uma longa espera. Desde os anos 2000, quando lançou os álbuns Iommi (2000) e Fused (2005), o músico vinha falando de forma pontual sobre material solo, sempre interrompido por compromissos paralelos, projetos especiais e, mais recentemente, por questões de saúde. Agora, a fala é categórica e deixa pouco espaço para dúvidas.
Um ano de celebrações, reencontros e colaborações fora do óbvio
No vídeo de aproximadamente quatro minutos, Tony Iommi opta por um tom informal e reflexivo ao comentar como 2025 se desenrolou. “Olá, pessoal. Espero que tenham tido um ótimo Natal. Nós tivemos; foi muito bom. 2025 para mim começou muito bem”, afirmou logo no início. Entre os primeiros destaques, ele menciona o relançamento de Eternal Idol, álbum da fase Tony Martin do Black Sabbath, movimento que reacendeu discussões sobre períodos menos celebrados da banda, mas fundamentais para sua trajetória.
Outro ponto citado foi a colaboração inesperada com Robbie Williams. Iommi conta que foi convidado pelo baterista Karl Brazil para participar de uma faixa que, inicialmente, ele acreditava ser apenas mais uma música de álbum. “E, pelo que eu sabia, seria só uma faixa do disco, mas então o Robbie lançou como single, o que foi ainda melhor”, explicou. A canção, intitulada “Rocket”, ganhou videoclipe e apresentou o guitarrista em um contexto distante do metal tradicional, algo que ele descreveu como “realmente diferente” e prazeroso.
O ano também foi marcado por reconhecimentos institucionais e celebrações simbólicas em Birmingham, cidade natal do Black Sabbath. Iommi relembrou com entusiasmo a homenagem “Freedom Of The City”, concedida à formação original da banda. “Nunca imaginei que receberíamos algo assim. Foi uma honra enorme”, disse. A homenagem integrou o chamado “Summer Of Sabbath”, iniciativa que transformou a cidade em uma espécie de galeria a céu aberto dedicada ao grupo, com murais e ações culturais espalhadas por diferentes pontos urbanos.



Tony Iommi confirma que lançará seu novo álbum solo em 2026 e diz que o processo tem sido feito sem pressa e com prazer — Foto: Reprodução (blabbermouth.net)

Shows históricos, projetos paralelos e ações solidárias
Entre os momentos mais marcantes do período, Iommi destacou os ensaios e a realização do evento “Back To The Beginning”, realizado em julho de 2025 no Villa Park, em Birmingham. O show reuniu a formação original do Black Sabbath pela última vez e contou com a participação de diversas bandas convidadas. “A quantidade de bandas que apareceu para apoiar o Sabbath foi fantástica. Que evento incrível”, comentou. Ele também ressaltou o caráter beneficente da apresentação, que arrecadou recursos para instituições de caridade.
O clima, no entanto, foi atravessado por uma perda significativa pouco depois. “É apenas lamentável e triste que Ozzy tenha falecido algumas semanas depois disso”, disse Iommi, em referência à morte de Ozzy Osbourne, ocorrida em julho de 2025. O guitarrista encerrou o comentário com um breve tributo: “Que ele descanse em paz”.
Além dos palcos, o músico também esteve envolvido em lançamentos ligados ao universo dos instrumentos musicais. Em 2025, apresentou o amplificador Laney TI100 em edição limitada, utilizado inclusive no show de despedida do Sabbath, e celebrou o lançamento do captador Gibson Tony Iommi, ampliando sua já longa relação com marcas do setor.
Outro projeto que chamou atenção foi a segunda temporada de Black Sabbath – The Ballet, espetáculo que esgotou ingressos no Reino Unido. Iommi participou de algumas apresentações em Londres e Birmingham, elogiando o trabalho dos bailarinos e coreógrafos. “Eles são incríveis. Tiro o chapéu para todos”, afirmou.
O ano ainda incluiu uma ação beneficente em prol do hospital Heartlands, em Birmingham. Por meio de um sorteio de guitarras, a iniciativa arrecadou 53 mil libras destinadas à ala de oncologia. “Tentamos levantar dinheiro para comprar camas e equipamentos. Fico feliz em dizer que conseguimos”, relatou.
O álbum solo de 2026 e a liberdade criativa sem pressão
É no trecho final do vídeo que Tony Iommi faz a afirmação mais aguardada. “E então, claro, em 2026, eu definitivamente, definitivamente terei meu álbum solo lançado”, declarou. Segundo ele, o trabalho vem sendo desenvolvido de forma prazerosa e sem prazos rígidos. “Estou gostando muito de fazer isso, tem sido muito divertido, e espero que vocês gostem também.”
Essa postura já havia sido antecipada em entrevistas anteriores. Em julho de 2025, durante participação no programa Trunk Nation With Eddie Trunk, Iommi explicou que precisou interromper o álbum para se dedicar ao show do Sabbath, mas que retomaria o projeto em seguida. “Se algo aparece e eu quero fazer, eu faço. Isso é ótimo”, comentou na ocasião.
Questionado sobre o formato do novo disco, o guitarrista revelou que, ao contrário de Iommi (2000), que contou com uma extensa lista de convidados, o novo trabalho não seguirá, ao menos por enquanto, essa lógica. “No momento, não. Tenho um cantor apenas. Inicialmente pensei em fazer algo instrumental, mas depois quis experimentar com um vocalista”, explicou.
A fala reforça uma característica que marca essa fase da carreira: a autonomia criativa. Sem a pressão de turnês longas ou expectativas comerciais imediatas, Iommi parece confortável em explorar ideias acumuladas ao longo dos anos. Em entrevistas passadas, ele chegou a mencionar que guarda “quatrocentos ou quinhentos riffs” gravados no celular, material suficiente para diversos projetos futuros.
Enquanto 2026 não chega, o guitarrista mantém o discurso direto e sem romantização excessiva. “Eu não consigo parar. Tenho que continuar. Eu gosto do que faço. Adoro criar música”, afirmou. Para alguém que ajudou a definir um gênero inteiro e atravessou décadas de mudanças na indústria musical, a declaração soa menos como promessa grandiosa e mais como constatação natural de quem nunca deixou o estúdio — mesmo quando o mundo parecia pedir silêncio.


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