THE GUESS WHO anuncia retorno aos palcos após 23 anos de pausa
Com Randy Bachman e Burton Cummings reunidos novamente, o grupo canadense prepara turnê que celebra o legado do rock dos anos 70 e promete reencontrar gerações de fãs.
Redação - SOM DE FITA
11/13/2025




Depois de mais de duas décadas longe dos palcos, o The Guess Who anunciou oficialmente o seu retorno. A icônica banda canadense, conhecida por misturar rock psicodélico e hard rock com melodias marcantes, se prepara para sua primeira turnê em 23 anos, reunindo Randy Bachman (guitarra) e Burton Cummings (vocais, guitarras e teclados).
A nova série de shows está programada para a primavera de 2026, com 12 apresentações confirmadas no Canadá, além de participações especiais no Fallsview Casino, em Niagara Falls, e no Rock Legends Cruise XIII, evento que parte da Flórida em direção à Jamaica. A volta marca um reencontro histórico entre dois músicos que ajudaram a moldar a identidade do rock canadense e influenciaram gerações ao redor do mundo.
Reencontro de velhos parceiros de estrada
O retorno do The Guess Who representa não apenas a retomada de uma trajetória marcante, mas também a reconciliação de uma das duplas mais simbólicas do rock setentista. Após anos de caminhos separados, Bachman e Cummings voltam a dividir o palco, retomando uma parceria criativa que rendeu hits atemporais e uma sonoridade que definiu uma era.
Em comunicado, Burton Cummings demonstrou entusiasmo com a resposta do público e com a longevidade das canções:
“Randy e eu estamos muito felizes por nossas músicas nunca terem desaparecido. As pessoas ainda querem nos ouvir tocá-las ao vivo. Vamos sair em turnê e honrar nossa música.”
Randy Bachman completou:
“Mal posso esperar para me reunir com Burton. Criamos décadas de memórias incríveis que permanecem vivas até hoje.”
As declarações refletem não apenas o vínculo artístico entre os dois, mas também o sentimento de continuidade. Mesmo após mais de vinte anos sem se apresentarem juntos, a química criativa entre os músicos parece ter resistido ao tempo, impulsionada pelo desejo de celebrar um legado que atravessou fronteiras.




O peso de um legado que nunca sumiu
O The Guess Who marcou presença nas décadas de 60 e 70 com músicas que se tornaram símbolos da época. Faixas como “American Woman”, “These Eyes” e “No Sugar Tonight/New Mother Nature” ajudaram a colocar o rock canadense no mapa e ainda ecoam em rádios e trilhas sonoras até hoje.
Durante o auge, a banda misturava o peso das guitarras com harmonias vocais elaboradas e letras que transitavam entre o social e o emocional. Essa combinação permitiu que o grupo conquistasse tanto o público jovem quanto ouvintes mais conservadores, o que explica sua permanência na cultura pop até hoje.
Mesmo com as pausas e mudanças de formação, o catálogo do The Guess Who nunca saiu de circulação. Suas músicas continuam sendo relançadas em versões remasterizadas e celebradas em documentários sobre a história do rock canadense.
A nova turnê contará com Sean Fitzsimons, Jeff Jones, Nick Sinopoli, Tim Bovaconti e Joe Augello, músicos que se unem à dupla principal para dar forma ao som clássico com uma nova energia. O repertório deve revisitar as principais fases da banda, mesclando sucessos conhecidos e faixas profundas do catálogo.
Um retorno que fala mais alto que a nostalgia
Mais do que uma simples reunião, o retorno do The Guess Who representa a tentativa de reatar uma conversa interrompida entre banda e público. Depois de anos marcados por divergências, disputas e agendas individuais, a turnê de 2026 surge como uma celebração da música em si — sem pretensões de reviver o passado, mas de mantê-lo vivo no presente.
A resposta dos fãs foi imediata nas redes sociais, com mensagens de apoio e entusiasmo. Ainda que os músicos não tenham confirmado planos de um novo álbum, a reunião reacende o interesse por uma discografia que moldou parte da história do rock.
Com Bachman e Cummings novamente no comando, o The Guess Who pretende mostrar que algumas parcerias não se apagam com o tempo. O reencontro promete ser um lembrete de que a música, quando autêntica, é capaz de atravessar gerações e reconectar artistas e público em torno de uma mesma paixão: o som.
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