SHARON OSBOURNE relembra ceticismo em torno da carreira solo de OZZY e comenta futuro do OZZFEST
Empresária fala sobre decisões-chave após a saída do Black Sabbath, a criação de um festival com foco em novos talentos e entrevistas recentes após a morte do cantor
Redação - SOM DE FITA
1/29/2026




A trajetória solo de Ozzy Osbourne esteve longe de ser uma aposta consensual quando começou no fim dos anos 1970. Em entrevista recente à Billboard, Sharon Osbourne revisitou aquele período e descreveu o ambiente de desconfiança que cercava o cantor após sua demissão do Black Sabbath. Mulher e empresária do artista até sua morte, Sharon também comentou planos para o futuro do Ozzfest e compartilhou lembranças recentes em entrevistas televisivas.
A fala joga luz sobre escolhas estratégicas que ajudaram a redesenhar o lugar de Ozzy na indústria, além de contextualizar a relevância do festival criado pelo casal como vitrine para novas bandas. O relato aparece em um momento de balanço público da carreira e da vida do músico, falecido meses atrás, e ajuda a compreender por que decisões vistas como arriscadas acabaram moldando parte do metal moderno.
A aposta no pós-Sabbath e a desconfiança inicial
Filha do empresário Don Arden, Sharon nasceu em Londres e começou a carreira trabalhando na gravadora Jet Records, ligada ao pai. A virada aconteceu quando decidiu deixar o selo para assumir a gestão de Ozzy, recém-demitido do Black Sabbath em 1979. Segundo ela, a leitura predominante na época era de que o cantor dificilmente se sustentaria fora de uma banda consolidada.
“Todo mundo achava que a carreira do Ozzy nunca iria acontecer como artista solo — naquela época, não havia muitas pessoas que tinham saído de bandas e realmente dado muito certo”, relembrou. “Achavam que eu e o Ozzy acabaríamos no fundo do poço. Era sobre acordar todos os dias e mostrar para todo mundo: ‘f–da-se, é isso que vamos fazer’. Eu nunca aceitei um não como resposta.”
O depoimento ilustra um contexto em que a transição para a carreira solo ainda não era regra no rock pesado. Para Sharon, a insistência diária e a recusa em aceitar negativas foram determinantes para transformar um prognóstico pessimista em uma trajetória de sucesso que atravessou décadas, com discos, turnês e uma persona pública que se expandiu para além da música.



Sharon Osbourne relembra o ceticismo sobre a carreira solo de Ozzy Osbourne após a saída do Black Sabbath — uma aposta que acabou redefinindo sua trajetória — Foto: Reprodução

Ozzfest, novos talentos e conversas sobre retorno
Além da gestão da carreira, Sharon destacou a importância do Ozzfest como projeto cultural. O festival, criado nos anos 1990, tornou-se um espaço recorrente para apresentar bandas emergentes a grandes plateias. Segundo ela, há conversas recentes com a Live Nation sobre a possibilidade de retomar o evento.
“Tenho conversado com a Live Nation recentemente sobre trazer o (Ozzfest) de volta. Era algo pelo qual o Ozzy era muito apaixonado: dar aos jovens talentos um palco diante de muita gente”, afirmou. “Nós realmente começamos os festivais de metal neste país. Foi replicado, mas nunca feito com o espírito do nosso, porque o nosso era um lugar para novos talentos. Era como um acampamento de verão para a garotada.”
A declaração reforça a visão de que o Ozzfest não se limitava a grandes nomes, funcionando como incubadora de artistas. A eventual volta do festival, caso se concretize, seria apresentada como continuidade desse legado, ainda que o formato e o calendário não tenham sido detalhados.
Entrevistas recentes e o período após a morte de Ozzy
Em dezembro de 2025, Sharon concedeu uma entrevista exclusiva ao Piers Morgan Uncensored, marcando sua primeira conversa longa desde a morte do marido, ocorrida cinco meses antes. No encontro com Piers Morgan, ela compartilhou detalhes dos momentos finais do cantor e revelou que médicos haviam alertado que o último show poderia ser pesado demais para sua saúde.
A entrevista também abordou mensagens de condolências recebidas de figuras públicas, como King Charles e Donald Trump, além de comentários sobre ataques virtuais dirigidos à filha Kelly por causa de sua aparência. Sharon ainda respondeu a declarações feitas por Roger Waters e comentou se imagina ou não se casar novamente.
Ao reunir memórias pessoais, avaliações profissionais e planos futuros, Sharon Osbourne oferece um retrato direto de um período marcado por riscos, resistência e reconstrução. O relato ajuda a entender como uma carreira desacreditada no início se tornou um dos pilares do metal contemporâneo — e como decisões tomadas nos bastidores continuam ecoando no presente.
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