POLIFONIA inaugura 2026 com edição de verão e propõe novo ritmo para o calendário de festivais

Evento acontece em janeiro, no Vivo Rio, e funciona como ponto de partida para a 11ª edição do festival

Redação - SOM DE FITA

1/5/2026

O calendário de festivais brasileiros em 2026 começa a ganhar forma logo nos primeiros dias do ano, e o Festival Polifonia larga na frente com uma proposta inédita: uma edição de verão. Tradicionalmente associado a edições realizadas em outros períodos, o evento aposta agora no clima mais quente, na dinâmica de tarde de domingo e em um lineup plural para abrir oficialmente sua nova temporada. O Polifonia Verão acontece no dia 11 de janeiro de 2026, no Vivo Rio, reunindo artistas de diferentes gerações e linguagens da música brasileira.

A ideia não é apresentar uma edição “menor” ou alternativa, mas sim um ponto de partida estratégico para o ano. A organização define o evento como um esquenta para a 11ª edição do festival, mas, na prática, trata-se de um capítulo próprio, com identidade, proposta e público bem definidos. Em um cenário em que festivais disputam atenção cada vez mais cedo, o Polifonia aposta no timing e no formato para marcar presença já em janeiro.

Com ingressos à venda e uma estrutura já conhecida do público carioca, a edição de verão também reforça a relação histórica do festival com o Rio de Janeiro, cidade onde o projeto se consolidou e criou uma base fiel de frequentadores ao longo da última década.

Um festival que começa o ano propondo diversidade e encontro

Desde sua criação, o Polifonia se posiciona como um festival interessado em cruzar públicos, estilos e trajetórias. Essa lógica se mantém na edição de verão, que reúne nomes que dialogam com o rock alternativo, o pop punk, o emo, o rap e a música pop contemporânea, sem se prender a rótulos rígidos. O lineup foi pensado para funcionar como uma tarde contínua de shows, em um ritmo mais fluido, menos apressado, aproveitando a atmosfera típica do verão carioca.

Entre os destaques está o Supercombo, grupo que soma mais de 15 anos de carreira e construiu um público sólido dentro do rock alternativo nacional. Em 2025, a banda lançou Caranguejo (Parte 1), trabalho que reforçou sua disposição em experimentar novas sonoridades e dialogar com ritmos brasileiros, sem abandonar a base guitarrística que sempre marcou seu som. No contexto do Polifonia Verão, o Supercombo aparece como um elo entre diferentes gerações do público do festival.

Outro nome que amplia esse espectro é Kamaitachi, projeto de Rafael da Cruz Gonçalves. Desde sua estreia solo, em 2017, Kamaitachi construiu uma trajetória marcada pela fusão entre rock, rap e uma estética própria, com letras introspectivas e narrativas pessoais. Em 2025, o artista apresentou um projeto acústico ao vivo que ajudou a ressignificar parte de seu repertório, mostrando novas camadas de composição e interpretação.

A presença de Karen Jonz também chama atenção pelo trânsito entre universos. Conhecida mundialmente por sua trajetória no skate — com títulos que a colocam entre os grandes nomes do esporte —, Jonz vem consolidando sua carreira musical com um som que passa pelo rock alternativo, bedroom pop e lo-fi. Após o álbum Papel de Carta e singles lançados em 2025, como “Tóxico”, sua participação no festival reforça o diálogo entre cultura urbana, esporte e música autoral.

Nostalgia, retomadas e novos nomes no mesmo palco

O Polifonia Verão também aposta no reencontro com bandas que marcaram época e seguem despertando interesse de públicos diversos. É o caso do Dibob, grupo carioca que ganhou destaque nos anos 2000 com um pop punk bem-humorado e energético. Após períodos de hiato, a banda retomou atividades regulares e mantém vivo um repertório que ainda ressoa junto a fãs antigos e novos curiosos, com músicas que se tornaram parte da memória afetiva de uma geração.

Situação semelhante vive o Catch Side, nome emblemático do pop rock/emo nacional. Com mais de 20 anos de carreira, o grupo voltou a circular com mais frequência, impulsionado por shows recentes que evidenciam a força de sua base de fãs. No Polifonia Verão, a banda aparece como um símbolo desse movimento de retomada, em que a nostalgia se combina com a energia de apresentações ao vivo que continuam relevantes.

Completando o lineup, Melton Sello representa a geração mais recente do rock nacional. Em ascensão, o músico vem chamando atenção por uma abordagem criativa e bem-humorada tanto na composição quanto na performance, dialogando com referências clássicas do rock sem perder um olhar contemporâneo. Sua inclusão no festival reforça a proposta de misturar nomes consolidados e apostas atuais no mesmo espaço.

Esse equilíbrio entre passado, presente e futuro é uma das marcas do Polifonia. Ao reunir artistas com trajetórias tão distintas, o festival constrói um ambiente de troca, em que públicos diferentes compartilham o mesmo evento, muitas vezes descobrindo novos sons a partir de afinidades inesperadas.

Estrutura, parcerias e o papel do Polifonia no cenário atual

A edição de verão do Polifonia é apresentada pela Sympla e realizada pela agência Olga, em parceria com o Viva Rio. O evento conta ainda com patrocínio da Eisenbahn, apoio da Converse e da SG Strings, além de merch oficial produzido pela Time Bomb Wear. O UOL atua como media partner, ampliando o alcance da comunicação do festival.

Mais do que uma lista de marcas, esse conjunto de parcerias ajuda a dimensionar o lugar que o Polifonia ocupa hoje no circuito de festivais brasileiros. Após dez edições regulares, o evento chega a 2026 com fôlego para experimentar novos formatos sem abrir mão de sua identidade central: a curadoria atenta, a valorização da música nacional e a criação de experiências coletivas em torno do show ao vivo.

Ao inaugurar o ano com uma edição de verão, o Polifonia também sinaliza uma leitura clara do momento atual do mercado. Em um cenário competitivo, em que grandes festivais dominam datas estratégicas, apostar em janeiro pode ser uma forma de criar espaço próprio e dialogar com um público disposto a começar o ano consumindo cultura ao vivo.

Se o Polifonia Verão funciona como aquecimento, a expectativa em torno da 11ª edição do festival principal cresce naturalmente. A promessa da organização é de que “o verão é só o começo”, indicando que novos anúncios e movimentos devem surgir ao longo do ano. Para quem acompanha o festival desde suas primeiras edições, a iniciativa soa menos como ruptura e mais como expansão — um passo calculado para manter o evento relevante em um calendário cada vez mais disputado.

SERVIÇO — Polifonia Verão

Local: Vivo Rio — Av. Infante Dom Henrique, 85, Praia do Flamengo, Rio de Janeiro/RJ
Data: 11 de janeiro de 2026 (domingo)
Horário: Abertura da casa às 15h
Classificação etária: 18 anos
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/113141
Valores: de R$ 70,00 a R$ 260,00 (1º lote), com opções de pista e camarote

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