HOLLOW COVES estreia no Brasil com quatro shows em janeiro
Duo australiano de indie folk passa por Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo em sua primeira turnê no país
Redação - SOM DE FITA
1/20/2026




Pela primeira vez no Brasil, o duo australiano Hollow Coves desembarca no país para uma série de quatro apresentações ao longo do mês de janeiro. Formado por Matt Carins e Ryan Henderson, o projeto construiu sua reputação a partir de um indie folk de caráter introspectivo, marcado por letras confessionais e arranjos acústicos que priorizam clima e sensibilidade. A turnê brasileira contempla shows em Curitiba (19/01), Belo Horizonte (21/01), Rio de Janeiro (23/01) e São Paulo (24/01), com realização das produtoras Sellout Tours, Powerline Music & Books e ND Productions.
Os ingressos para todas as datas estão disponíveis no site da Fastix. A abertura dos quatro shows ficará por conta de Rafael Witt, cantor, compositor e multi-instrumentista natural de Caxias do Sul (RS), que vem ganhando espaço no cenário do indie folk e do pop alternativo nacional. A escolha reforça a proposta intimista da turnê, aproximando o público brasileiro de uma estética que privilegia emoção direta e proximidade com o palco.
Uma trajetória construída na intimidade e na conexão emocional
Ativo desde 2014, o Hollow Coves surgiu fora dos grandes centros da indústria musical, apostando em composições que dialogam com experiências pessoais, sentimentos de nostalgia e reflexões sobre desafios emocionais, como períodos de depressão e desesperança. Ainda assim, o discurso do duo nunca se fixa no pessimismo: a mensagem recorrente é de acolhimento e busca por sentido, com um olhar atento para pequenos gestos e momentos cotidianos.
Essa abordagem ajudou a consolidar o grupo em um cenário cada vez mais saturado por lançamentos rápidos e tendências efêmeras. O crescimento do Hollow Coves aconteceu de forma gradual, impulsionado tanto pelo boca a boca quanto pelo engajamento orgânico nas plataformas digitais. Um dos pontos de virada foi a canção “Coastline”, certificada Ouro na Austrália e no Canadá e que se tornou uma das músicas mais utilizadas no Instagram Reels em 2021, projetando o duo para além do circuito independente.
Musicalmente, a fórmula passa por harmonias vocais etéreas, violões acústicos bem definidos e arranjos que evocam paisagens abertas, quase cinematográficas. Essa combinação contribui para a sensação de imersão frequentemente associada ao trabalho da banda, algo que também se reflete nas apresentações ao vivo, conhecidas por um clima mais contemplativo do que expansivo.




Reconhecimento internacional e amadurecimento artístico
O reconhecimento mais amplo veio com o álbum Moments (2019), que recebeu avaliações positivas de veículos como Billboard, Clash e Sunday Times. O disco ajudou a estabelecer o Hollow Coves como um dos nomes mais consistentes do indie folk contemporâneo, abrindo portas para turnês ao lado de artistas como The Paper Kites, Passenger e The Lumineers.
Em 2024, o duo retornou com Nothing To Lose, trabalho que aprofunda temas já presentes em sua discografia, mas com uma abordagem mais direta sobre o impacto da vida digital e a necessidade de valorizar o presente. O álbum propõe um convite à desaceleração, destacando ideias como gratidão, perspectiva e simplicidade em meio a um cotidiano marcado por excesso de estímulos e pressões constantes.
Segundo a proposta do disco, trata-se de “uma coleção que explora os poderes subestimados da gratidão, da perspectiva e da simplicidade: reservar tempo para apreciar a beleza natural ao redor e a presença das pessoas que amamos”. A frase resume bem o momento atual do Hollow Coves, que parece menos preocupado em reinventar sua sonoridade e mais interessado em aprofundar o que já faz com autenticidade.
A estreia brasileira e a expectativa do público
A passagem pelo Brasil marca um novo capítulo na relação do Hollow Coves com seus ouvintes sul-americanos, especialmente em um país onde o indie folk vem conquistando espaço fora dos grandes festivais. A escolha de salas de médio porte reforça a intenção de manter a proximidade com o público, algo essencial para um repertório que depende da escuta atenta e da atmosfera criada em torno das canções.
Inspirada pela energia do público, por um estilo de vida ligado à natureza e por um som que reflete genuinamente sua mentalidade, a banda chega ao Brasil sem grandes discursos promocionais, apostando na força do repertório e na experiência ao vivo como principal cartão de visitas. Para os fãs brasileiros, a turnê representa a oportunidade de vivenciar, pela primeira vez, a estética serena e introspectiva que transformou o Hollow Coves em um nome de destaque do indie folk internacional.
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