Festival RESSONÂNCIA leva percussão internacional a Olinda

Evento gratuito reúne shows, oficinas e masterclasses e homenageia Naná Vasconcelos

Redação - SOM DE FITA

3/12/2026

Olinda, em Pernambuco, recebe entre os dias 9 e 11 de abril a primeira edição do RESSONÂNCIA – Festival Internacional de Percussão do Brasil, um evento dedicado exclusivamente à música percussiva. Com entrada gratuita, a iniciativa reúne apresentações musicais, oficinas e masterclasses, propondo um espaço de encontro entre artistas, pesquisadores e o público interessado nas diversas formas de expressão da percussão.

A proposta do festival é destacar a força desse universo musical que atravessa diferentes culturas e tradições. Ao reunir músicos brasileiros e estrangeiros, o evento pretende estimular trocas criativas e ampliar o diálogo entre linguagens musicais que têm na percussão seu elemento central.

Além de abrir espaço para apresentações e atividades formativas, o festival também presta homenagem ao pernambucano Naná Vasconcelos, um dos percussionistas mais reconhecidos internacionalmente. Em memória aos dez anos de seu legado, cada atração do evento deverá incluir, em algum momento da apresentação, uma referência à obra do artista.

Shows ocupam a Praça do Carmo no Sítio Histórico

O ponto alto da programação acontece no dia 11 de abril, quando a Praça do Carmo, localizada no Sítio Histórico de Olinda, recebe os shows do festival a partir das 16h. O palco reunirá artistas locais, nomes da cena nacional e convidados internacionais, especialmente de regiões onde a percussão desempenha papel fundamental nas expressões culturais.

A ideia do evento é apresentar um panorama amplo da música percussiva, explorando desde tradições populares até abordagens contemporâneas. Ritmos afro-brasileiros, influências latino-americanas e outras manifestações culturais devem compor a diversidade sonora das apresentações.

A escolha de Olinda como sede também dialoga diretamente com a tradição musical de Pernambuco. O estado possui uma forte relação com a percussão, presente em manifestações como maracatu, coco, ciranda e frevo. Esses ritmos ajudaram a consolidar a identidade cultural da região e influenciam artistas até hoje.

Nesse contexto, o festival surge como uma plataforma que conecta tradições locais com artistas de outras partes do Brasil e do mundo, ampliando o alcance dessas expressões musicais.

Oficinas e masterclasses ampliam a dimensão formativa

Antes da programação de shows, o festival promove dois dias dedicados às atividades formativas. Nos dias 9 e 10 de abril, músicos e pesquisadores brasileiros e estrangeiros conduzirão oficinas e masterclasses voltadas a pessoas interessadas em explorar os processos criativos ligados à percussão.

Essas atividades são destinadas a músicos, estudantes e também ao público em geral que deseja conhecer melhor técnicas e conceitos associados ao universo percussivo. Entre os temas abordados estão práticas instrumentais, criação musical, experimentação sonora e diálogos entre diferentes tradições rítmicas.

A participação nas atividades é gratuita, mas exige inscrição prévia. As inscrições serão abertas no site oficial do festival, onde também serão divulgadas informações sobre os horários e conteúdos de cada oficina.

Segundo a organização, a proposta é democratizar o acesso ao conhecimento e estimular a formação de novos músicos e pesquisadores interessados nesse campo musical. Ao reunir profissionais de diferentes países e trajetórias artísticas, o festival pretende fomentar um ambiente de troca de experiências e aprendizado coletivo.

O fundador e curador do evento, Antonio Gutierrez, conhecido como Gutie, afirma que o projeto nasceu de um desejo antigo de criar um festival dedicado exclusivamente à percussão.

“Há muitos anos alimentamos o desejo de realizar em Pernambuco um festival dedicado exclusivamente à música percussiva, que ocupasse uma lacuna no país de um evento do gênero, com dimensão nacional e internacional. Essa ideia ganhou forma em conversas com Naná Vasconcelos, que sempre me incentivou a levar o projeto adiante”, diz Antonio Gutierrez, o Gutie, fundador e curador do festival.

Tributo a Naná Vasconcelos marca identidade do evento

A homenagem a Naná Vasconcelos é um dos elementos centrais do conceito do festival. O percussionista pernambucano construiu uma carreira internacional marcada por experimentações sonoras e colaborações com artistas de diferentes países, sendo considerado uma das maiores referências da percussão brasileira.

Para celebrar os dez anos de seu legado, cada apresentação do festival incluirá algum tipo de referência à sua obra. A proposta é criar um diálogo simbólico entre diferentes artistas e a trajetória de Naná, reconhecendo sua contribuição para a música.

A identidade visual do festival também dialoga com essa ideia de conexões culturais e sonoras. O projeto gráfico foi desenvolvido a partir de uma obra inédita da artista recifense Ianah, cuja produção artística explora relações entre memória, ancestralidade e natureza.

A criação foi concebida especialmente para o festival e busca representar o caráter rizomático da percussão na experiência humana — desde os primeiros batimentos do coração até os sons produzidos pela natureza.

O RESSONÂNCIA – Festival Internacional de Percussão do Brasil tem patrocínio da Vale e é realizado pela Rec-Beat Produções e Leão Produções, com apoio do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Serviço

RESSONÂNCIA – Festival Internacional de Percussão do Brasil

9 e 10 de abril – Oficinas e masterclasses
11 de abril – Shows musicais a partir das 16h

Local: Praça do Carmo – Sítio Histórico de Olinda (PE)
Entrada gratuita

A programação completa será divulgada em breve.

Instagram: @ressonanciabrasil
Site: ressonanciafestival.com

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