Família de OZZY OSBOURNE confirma escolha de ator para cinebiografia
Filme sobre a relação entre Ozzy e Sharon avança no desenvolvimento após anos em produção
Redação - SOM DE FITA
1/15/2026




A cinebiografia que vai retratar a vida e o relacionamento de Ozzy Osbourne e Sharon Osbourne deu um passo importante após um longo período de silêncio. Segundo a família do músico, o ator responsável por interpretar Ozzy já foi escolhido, embora o nome ainda esteja sendo mantido sob sigilo. A informação reacende o interesse em torno do projeto, anunciado oficialmente em 2021 e que, desde então, passou por diferentes estágios de desenvolvimento.
A confirmação veio por meio de Jack Osbourne, durante uma participação no programa Influenced, da SiriusXM, apresentado por Billy Morrison. Na conversa, Jack explicou que o filme entrou em uma nova fase após cerca de seis anos vinculado à Sony, indicando que o projeto finalmente começa a ganhar forma concreta.
Mesmo sem revelar detalhes sobre o elenco principal, Jack demonstrou entusiasmo com o rumo que a produção está tomando e deixou claro que decisões-chave já foram tomadas nos bastidores. O avanço acontece em um momento simbólico, especialmente após a morte de Ozzy, o que adiciona uma camada emocional inevitável à narrativa que será levada às telas.
Um projeto antigo que começa a ganhar corpo
A ideia de transformar a história de Ozzy e Sharon Osbourne em um longa-metragem não é exatamente nova. O filme foi confirmado publicamente em 2021, com a proposta de focar menos nos excessos típicos das biografias de rock e mais na dinâmica do relacionamento entre os dois — um dos mais conhecidos e duradouros da indústria da música.
De acordo com Jack Osbourne, o projeto passou por um período de reavaliação criativa, algo relativamente comum em produções desse porte. Em sua fala no programa da SiriusXM, ele explicou que a equipe já definiu não apenas o ator que interpretará Ozzy, mas também o diretor responsável pelo filme. O roteiro, segundo ele, está passando por novas reescritas, sinalizando um cuidado maior em alinhar a história com a visão atual da família.
“Já temos nossa escolha definida, e não posso dizer nada [ainda], mas é um ator fenomenal, fenomenal. Já temos um diretor contratado e estamos reescrevendo o roteiro agora.” A declaração, mantida nos termos originais, foi suficiente para alimentar especulações e discussões entre fãs e veículos especializados, ainda que sem pistas concretas sobre quem assumirá o papel principal.
A produção está sendo conduzida pela Osbourne Media, com Sharon, Jack e Aimée Osbourne diretamente envolvidos, em associação com a PolyGram Entertainment e sob supervisão da Sony. Essa participação ativa da família sugere um controle mais rígido sobre o tom e o conteúdo do filme, algo que pode diferenciar a obra de outras cinebiografias recentes do universo do rock.



Jack Osbourne afirma que a cinebiografia de Ozzy passa por reavaliação criativa, com ator e diretor já definidos e o roteiro em novas reescritas — Foto: Reprodução

Sugestões antigas e expectativas do público
Antes da confirmação de que o ator já foi escolhido, membros da família chegaram a comentar publicamente sobre possíveis nomes para o elenco. Em 2024, durante um episódio do The Osbournes Podcast, Jack e Kelly Osbourne compartilharam preferências pessoais, deixando claro que se tratavam apenas de opiniões informais.
Na ocasião, Jack mencionou Bill Hader como alguém que poderia interpretar seu pai, destacando a versatilidade do ator. “Vocês sabem quem eu quero que interprete o pai. Bill Hader. […] Todo mundo pensa que sou maluco até que eu mostre uma foto lado a lado, [sem falar] na capacidade daquele cara de se transformar [em um personagem].” A fala chamou atenção pela escolha pouco óbvia, mas reforçou a ideia de que a atuação, mais do que a semelhança física imediata, seria um fator central.
Kelly, por sua vez, sugeriu Florence Pugh como uma possível intérprete de Sharon Osbourne, afirmando que ela “faria um [trabalho] fantástico”. A atriz britânica, conhecida por papéis intensos e bem recebidos pela crítica, rapidamente passou a figurar em listas de apostas de fãs, embora nunca tenha havido confirmação oficial de negociações.
Com a informação de que o ator que viverá Ozzy já foi definido, resta saber se alguma dessas sugestões se concretizou ou se a produção optou por um caminho completamente diferente. Até o momento, a família segue mantendo discrição total sobre o elenco, o que indica que o anúncio oficial pode estar sendo guardado para um momento estratégico.
Um filme marcado por contexto e legado
O avanço da cinebiografia acontece em um cenário inevitavelmente marcado pelo falecimento de Ozzy Osbourne, em 22 de julho de 2025, aos 76 anos. Segundo informações divulgadas à época, o músico morreu após um ataque cardíaco, com doença arterial coronariana e Parkinson listados como fatores contribuintes. A morte transformou o projeto, antes visto como um retrato em vida, em uma obra póstuma sobre uma das figuras mais emblemáticas do rock.
Esse novo contexto tende a influenciar tanto o tom do filme quanto a recepção do público. Mais do que revisitar a trajetória musical de Ozzy, a produção parece interessada em explorar sua dimensão humana, especialmente através da relação com Sharon, que teve papel central não apenas em sua vida pessoal, mas também na condução de sua carreira ao longo de décadas.
Ao optar por focar no relacionamento do casal, o filme se distancia da ideia de uma biografia tradicional que percorre cronologicamente discos, turnês e polêmicas. A proposta, ao menos no papel, é apresentar um recorte mais íntimo, capaz de dialogar tanto com fãs antigos quanto com um público menos familiarizado com a história do heavy metal.
Por enquanto, não há previsão oficial de estreia nem detalhes adicionais sobre o elenco ou o início das filmagens. Ainda assim, a confirmação de que o ator principal já foi escolhido e de que o roteiro está em reescrita indica que o projeto, finalmente, saiu da inércia. Resta aguardar os próximos anúncios para entender como a história de Ozzy e Sharon Osbourne será traduzida para o cinema — e de que forma esse retrato vai equilibrar mito, realidade e memória.
LEIA TAMBÉM:
Notícias, resenhas e cultura underground em destaque.
© 2025. Todos os direitos reservados.
Música, atitude e resistência em alta rotação.
Rebobinando o furdunço, Dando o play no Fuzuê.
Siga a gente nas redes sociais


