EL NEGRO lança álbum BRONCO gravado em porão histórico
Subsolo da antiga prefeitura de Porto Alegre virou estúdio para o quarto disco da banda gaúcha
Redação - SOM DE FITA
3/17/2026




A banda gaúcha de rock EL NEGRO apresenta ao público seu quarto álbum de estúdio, BRONCO, um trabalho que amplia a relação do grupo com processos criativos pouco convencionais. Para registrar o novo material, o trio optou por transformar o porão da antiga prefeitura de Porto Alegre em um estúdio improvisado, utilizando o ambiente histórico do prédio como parte integrante da identidade sonora do disco.
Instalados no subsolo do edifício de arquitetura neoclássica localizado no centro da capital gaúcha, os músicos montaram seus equipamentos e gravaram ali todo o repertório do álbum. A escolha do local não foi apenas estética: segundo a banda, a acústica e a atmosfera do espaço influenciaram diretamente o resultado final do trabalho.
Com BRONCO, o grupo dá continuidade a uma trajetória marcada por experimentações e pela busca de gravações que se afastem do formato tradicional de estúdio. O álbum já está disponível nas plataformas de streaming e chega como mais um capítulo da discografia do trio.
Um estúdio improvisado em um prédio histórico
A decisão de gravar no porão da antiga prefeitura surgiu após uma série de testes realizados em diferentes ambientes. O objetivo era encontrar um espaço que pudesse oferecer características acústicas próprias e que contribuísse para a construção de uma sonoridade menos padronizada.
Segundo o guitarrista e vocalista Mumu, a banda vem explorando esse tipo de abordagem desde trabalhos anteriores. A escolha por ambientes fora do circuito tradicional de estúdios faz parte de uma lógica de produção que considera o espaço físico como um elemento criativo do processo musical.
“Desde o começo a gente vem fazendo experiências de gravações em lugares que fogem dos convencionais. Dessa vez fizemos testes em diferentes lugares antes de escolher a antiga prefeitura. Isso era feito nos anos setenta e me parece atual em épocas de inteligência artificial”, explica Mumu, guitarrista e vocalista da banda.
Ao utilizar o subsolo de um prédio histórico como sala de gravação, o grupo buscou capturar não apenas os instrumentos, mas também a ambiência do local. A reverberação natural e as características estruturais do ambiente acabaram incorporadas ao resultado final do disco.



Capa de BRONCO, quarto álbum do EL NEGRO, que traduz a atmosfera crua e experimental do disco.

A proposta sonora de BRONCO
O lançamento de BRONCO reforça uma linha de trabalho que a banda vem desenvolvendo ao longo da carreira: produzir discos em que a execução ao vivo, a textura sonora e o ambiente tenham papel central na gravação.
Nesse sentido, o álbum procura equilibrar elementos do electro rock com uma abordagem mais orgânica de captação sonora. Em vez de depender exclusivamente de técnicas digitais ou de produção altamente editada, o trio aposta em performances registradas em condições mais próximas de uma execução real.
A banda EL NEGRO é formada por Mumu (vocal, guitarra e teclados), Fabian Steinert (contrabaixo e guitarra) e Leandro Schirmer (bateria e percussão). Juntos, os músicos vêm construindo uma discografia que mistura referências do rock, da música eletrônica e de experimentações sonoras.
Nesse quarto trabalho, o grupo reforça a tentativa de desenvolver uma identidade própria dentro desse cruzamento de estilos, mantendo a ideia de que o processo de gravação também pode ser parte da narrativa artística de um álbum.
Participações ampliam o alcance do disco
Além da proposta conceitual da gravação, BRONCO também conta com participações especiais de nomes conhecidos da cena musical gaúcha, o que amplia o diálogo do disco com diferentes vertentes do rock local.
Uma das colaborações aparece na faixa “Rick Simpson Oil”, que recebe a guitarra de Gabriel Guedes, integrante da banda Pata de Elefante. A participação acrescenta uma camada instrumental adicional ao repertório do álbum.
Outra presença marcante é a de Beto Bruno, vocalista da banda Cachorro Grande, que participa da música “Galope Louco”. A faixa foi escolhida como primeiro single do disco e aproxima o trabalho de uma das trajetórias mais reconhecidas do rock produzido no Rio Grande do Sul nas últimas décadas.
Com essas colaborações, BRONCO amplia seu alcance dentro da cena regional sem perder o foco na identidade própria da banda. O quarto álbum da carreira da EL NEGRO surge, assim, como um projeto que combina conceito, experimentação e parcerias, mantendo a proposta do grupo de explorar caminhos menos convencionais dentro do rock contemporâneo.
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