DEATH TO ALL traz ao Brasil turnê tributo aos clássicos Symbolic e Spiritual Healing
Projeto com ex-integrantes do Death celebra dois álbuns centrais do death metal em janeiro
Redação - SOM DE FITA
1/20/2026




O Death to All, projeto formado por ex-integrantes da banda norte-americana Death, está no Brasil em janeiro para uma série de apresentações que revisitam dois marcos fundamentais da história do death metal. A turnê celebra Spiritual Healing (1990) e Symbolic (1995), discos que completam, respectivamente, 35 e 30 anos desde seus lançamentos. As apresentações acontecem entre os dias 20 e 25 de janeiro, passando por cinco cidades brasileiras, com produção da Overload em quatro das datas.
Criado como uma homenagem direta ao legado de Chuck Schuldiner, fundador e principal compositor do Death, o Death to All não se apresenta como continuação oficial da banda, mas como um projeto de preservação de repertório. A proposta é executar as músicas com fidelidade às gravações originais, respeitando o contexto histórico e a importância desses álbuns para a evolução do metal extremo. Ao longo dos anos, o projeto se consolidou como uma forma de manter viva a obra do Death sem recorrer a caricaturas ou releituras superficiais.
A passagem pelo Brasil reforça a relação duradoura do público nacional com o repertório do Death. Mesmo após o encerramento das atividades da banda em 2001, o interesse por suas composições permanece elevado, seja pela influência exercida sobre novas gerações de músicos, seja pela constante redescoberta de seus discos por ouvintes mais jovens.
Formação reúne músicos ligados diretamente à história do Death
O Death to All conta com uma formação composta por músicos que participaram de diferentes fases da trajetória do Death. Gene Hoglan assume a bateria, instrumento que tocou em Individual Thought Patterns (1993) e Symbolic (1995), dois álbuns frequentemente citados entre os mais técnicos da discografia. Reconhecido por sua precisão e intensidade, Hoglan teve papel fundamental na consolidação do estilo mais elaborado da banda nos anos 1990.
No baixo está Steve DiGiorgio, responsável pelas linhas fretless em Human (1991) e Individual Thought Patterns. Sua abordagem ajudou a redefinir o papel do instrumento no death metal, trazendo maior independência melódica e complexidade rítmica. A guitarra fica por conta de Bobby Koelble, que integrou a formação de Symbolic, álbum central da atual turnê.
Completando o grupo, Max Phelps assume guitarra e vocais. Conhecido por seu trabalho no Exist e por passagem pelo Cynic, Phelps evita qualquer tentativa de imitação direta de Chuck Schuldiner. Sua atuação se concentra na execução funcional das músicas, priorizando fidelidade estrutural e respeito às composições originais. Sobre a proposta da turnê, Hoglan afirma: “Chegou a hora de comemorar alguns marcos do catálogo do Death. São 30 anos de Symbolic e 35 anos de Spiritual Healing! Duas eras muito diferentes, mas igualmente importantes do Death”.




Spiritual Healing: ruptura temática e amadurecimento musical
Lançado em fevereiro de 1990, Spiritual Healing ocupa um papel decisivo na discografia do Death e na própria evolução do death metal como linguagem artística. Terceiro álbum de estúdio da banda, o disco marca o momento em que Chuck Schuldiner passa a direcionar suas composições para além do choque visual e lírico característico do gênero no fim dos anos 1980. Em vez de se apoiar exclusivamente em imagens de horror explícito e gore, o álbum introduz temas sociais e comportamentais que, até então, eram raros dentro do death metal.
As letras abordam assuntos como o tele-evangelismo e sua exploração financeira da fé, a manipulação genética, doenças mentais e questões relacionadas à deficiência física. Essa mudança temática amplia o alcance conceitual da banda e estabelece um novo patamar de maturidade lírica, posicionando o Death como um grupo interessado em discutir aspectos reais e incômodos da sociedade, mesmo dentro de um estilo musical extremo.
Musicalmente, Spiritual Healing apresenta avanços claros em relação aos trabalhos anteriores. Os riffs se tornam mais técnicos, as estruturas das músicas passam a incluir mudanças de andamento mais frequentes e há um uso mais evidente de melodias, ainda que intercaladas com passagens agressivas. O disco é frequentemente citado como o ponto de transição entre o Death mais primitivo e a fase progressiva que se consolidaria nos lançamentos seguintes.
Symbolic: consolidação técnica e influência duradoura
Cinco anos depois, Symbolic consolidaria de vez essa evolução. Lançado em março de 1995 pela Roadrunner Records, o sexto álbum de estúdio do Death mantém a base do death metal, mas incorpora estruturas mais progressivas, maior refinamento melódico e composições mais longas e elaboradas. O disco é frequentemente apontado como um dos pontos altos da carreira da banda.
Faixas como “Crystal Mountain”, “Symbolic”, “Empty Words”, “Perennial Quest” e “1,000 Eyes” se tornaram referências não apenas dentro do death metal, mas também para músicos de vertentes técnicas e progressivas do metal. A influência de Symbolic pode ser percebida em bandas que surgiram a partir da segunda metade dos anos 1990 e seguem explorando caminhos mais complexos dentro do gênero.
Ao reunir Spiritual Healing e Symbolic no mesmo espetáculo, o Death to All apresenta um panorama claro da transformação artística do Death ao longo da década de 1990. “Será uma noite incrível homenageando o grande Chuck Schuldiner, como só o Death to All sabe fazer”, resume Hoglan.
Serviço – Death to All no Brasil
Porto Alegre/RS
20 de janeiro de 2026
Opinião — José do Patrocínio, 834, Cidade Baixa
Ingressos: bileto.sympla.com.br/event/111427
Curitiba/PR
21 de janeiro de 2026
Tork ’n Roll — Av. Mal. Floriano Peixoto, 1695, Rebouças
Ingressos: clubedoingresso.com/evento/deathtoall-curitiba
São Paulo/SP
24 de janeiro de 2026
Carioca Club Pinheiros — Rua Cardeal Arcoverde, 2899
Ingressos: clubedoingresso.com/evento/deathtoall-saopaulo
Belo Horizonte/MG
25 de janeiro de 2026
Mister Rock — Av. Tereza Cristina, 295, Prado
Ingressos: clubedoingresso.com/evento/deathtoall-belohorizonte
LEIA TAMBÉM:
Notícias, resenhas e cultura underground em destaque.
© 2025. Todos os direitos reservados.
Música, atitude e resistência em alta rotação.
Rebobinando o furdunço, Dando o play no Fuzuê.
Siga a gente nas redes sociais


