DAVE MUSTAINE anuncia novo livro de memórias sobre batalha contra o câncer
Vocalista e guitarrista do Megadeth relata diagnóstico, tratamento e impacto pessoal durante a criação de um dos discos mais recentes da banda
Redação - SOM DE FITA
1/19/2026




O vocalista, guitarrista e principal compositor do Megadeth, Dave Mustaine, vai lançar um novo livro de memórias focado em um dos períodos mais delicados de sua vida pessoal e profissional. Intitulada In My Darkest Hour, a obra tem lançamento marcado para 14 de setembro de 2027 pela editora Da Capo Press e será publicada nos formatos físico, digital e audiolivro.
Escrito em parceria com o jornalista Joe Layden, o livro se debruça sobre o diagnóstico de câncer enfrentado por Mustaine em 2019 e sobre como esse episódio ameaçou não apenas sua carreira, mas também sua própria sobrevivência. Diferente de suas memórias anteriores, o novo título promete um relato mais concentrado, direto e emocionalmente denso, com foco nos limites do corpo, na fragilidade da voz e na reconstrução pessoal em meio à incerteza.
Um diagnóstico que colocou tudo em risco
De acordo com o comunicado oficial divulgado pela editora, Mustaine acreditava já ter atravessado os piores desafios de sua vida ao completar 58 anos. O texto relembra que o músico cresceu em meio a dificuldades familiares, enfrentou dependência química e lidou com episódios de autossabotagem ao longo de décadas na indústria musical. No entanto, o cenário mudou radicalmente quando veio o diagnóstico de um carcinoma espinocelular na parte posterior da língua.
O material descreve o momento como um ponto de ruptura: a possibilidade de perder sua voz — um dos elementos mais reconhecíveis do metal — colocava em xeque toda a sua identidade artística. Segundo o texto oficial, “Dave Mustaine não é estranho à dor e ao sofrimento. Ele lutou contra demônios por toda a vida — incluindo um pai alcoólatra, o vício e a magia negra — e chegou aos 58 anos acreditando ter sobrevivido ao pior. Mas, em 2019, Mustaine foi forçado a encarar a perda de sua voz instantaneamente reconhecível e a desintegração de seu talento musical”.
A gravidade da situação transformou o tratamento em um processo não apenas médico, mas existencial. Cirurgias, sessões de radioterapia e quimioterapia passaram a fazer parte de uma rotina que antes girava em torno de turnês, estúdios e palcos.



Segundo comunicado da editora, Dave Mustaine acreditava ter superado seus maiores desafios até receber o diagnóstico de câncer na língua — Foto: Reprodução

Do hospital ao estúdio: música como resistência
Um dos eixos centrais de In My Darkest Hour é a relação entre o tratamento contra o câncer e o processo criativo que resultou no álbum The Sick, The Dying… And The Dead!, lançado pelo Megadeth em 2022. O livro acompanha Mustaine em uma rotina extenuante, alternando consultas médicas com longas sessões de gravação.
O comunicado destaca que o músico saía diretamente de compromissos médicos para o estúdio, mantendo o foco criativo mesmo sob efeitos severos dos tratamentos. “Para Mustaine, foi mais uma oportunidade de lutar com todas as forças”, afirma o texto. Em outro trecho, a editora explica que o livro “leva os leitores da sala de tratamento ao estúdio, enquanto Mustaine narra como seu diagnóstico o inspirou a pegar a caneta e a palheta, indo de sessões de radiação e quimioterapia diretamente para horas de gravação”.
Esse período, segundo a sinopse, não apenas resultou em um disco, mas também redefiniu sua relação com a música. A criação deixou de ser apenas profissão ou legado artístico e passou a funcionar como mecanismo de sobrevivência emocional e afirmação de identidade.
Vulnerabilidade, fé e reconstrução pessoal
Além do aspecto musical, o livro dedica espaço significativo às transformações pessoais provocadas pela proximidade com a morte. O texto oficial afirma que confrontar sua própria mortalidade aproximou Mustaine de sua família, ensinou-o a pedir ajuda e fortaleceu sua fé. Ao mesmo tempo, esse processo teria colocado em xeque a maneira como ele se expõe artisticamente.
Segundo a descrição da editora, In My Darkest Hour mostra um artista menos blindado pela imagem pública construída ao longo de décadas. “Ao longo do caminho, Mustaine detalha como enfrentar sua própria mortalidade o aproximou da família, o ensinou a pedir ajuda, fortaleceu sua fé e desafiou a vulnerabilidade de sua arte”, diz o comunicado.
O livro é apresentado como um retrato mais humano e menos mitificado do músico. A nota conclui afirmando que a obra é “repleta de perseverança, esperança e da determinação de nunca deixar que os desgraçados te esmaguem”, além de servir como “um lembrete comovente de que até nossos heróis mais invencíveis são humanos”.
Sem recorrer a dramatizações excessivas, In My Darkest Hour se propõe a registrar um período em que Dave Mustaine precisou reaprender a cantar, tocar e, sobretudo, lidar com seus próprios limites — fora dos palcos e longe da caricatura do ícone do thrash metal.
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