DAVE GROHL comenta SAÍDA DE JOSH FREESE e explica nova fase do FOO FIGHTERS

Vocalista detalha decisão sobre mudança na bateria e fala sobre futuro da banda após período de transição

Redação - SOM DE FITA

2/24/2026

O vocalista e guitarrista do Foo Fighters, Dave Grohl, falou publicamente pela primeira vez sobre a saída do baterista Josh Freese. Em entrevista ao apresentador Zane Lowe, da Apple Music 1, o músico explicou que a mudança na formação foi resultado de um processo gradual, motivado principalmente por questões de afinidade artística e direção criativa.

Freese integrou a banda entre 2023 e maio de 2025, assumindo as baquetas após a morte de Taylor Hawkins, em 2022. Segundo Grohl, a decisão de seguir por outro caminho foi tomada em conjunto, depois de um período de reflexão interna sobre o futuro do grupo.

Conexão musical como critério decisivo

Durante a conversa, Grohl fez questão de destacar que não houve conflito pessoal ou questionamento sobre a competência técnica de Freese. Pelo contrário, ressaltou o profissionalismo e a experiência do baterista. No entanto, explicou que, para o funcionamento do Foo Fighters, a sintonia musical precisa ser recíproca.

"Basicamente, ligamos para o Josh e dissemos: 'Cara, isso foi incrível, mas vamos seguir em frente'", relatou o vocalista.

Grohl também mencionou que o próprio Freese reconheceu não sentir que a música da banda o “tocava” profundamente. Para o líder do grupo, esse ponto foi determinante. A conexão emocional com o repertório e com a dinâmica interna da banda é vista como essencial para manter a identidade sonora construída ao longo de três décadas.

Com a saída de Freese, o posto passou a ser ocupado por Ilan Rubin, músico conhecido por trabalhos com bandas de rock alternativo e projetos paralelos. A entrada de Rubin marca mais um capítulo na trajetória do Foo Fighters, que já enfrentou mudanças significativas ao longo dos anos.

Integrantes do Foo Fighters em registro recente: a banda atravessa nova fase após a saída de Josh Freese e o anúncio do álbum Your Favorite Toy. Foto: Divulgação

O peso da ausência de Taylor Hawkins

A entrevista ocorreu em 17 de fevereiro, data que seria o aniversário de Taylor Hawkins, o que deu um tom ainda mais sensível à conversa. Grohl não evitou o tema e reconheceu que a continuidade da banda após a perda do amigo foi um desafio profundo.

Ele afirmou que seguir em frente foi "muito complicado" para todos os integrantes. Hawkins, que esteve na formação por mais de duas décadas, era descrito por Grohl como um irmão. A ausência do baterista ainda é sentida no cotidiano do grupo.

"Queremos ter essa energia do Taylor em tudo o que fazemos", desabafou.

Segundo o vocalista, os integrantes mantêm contato frequente para compartilhar lembranças e manter viva a memória do antigo companheiro. A declaração reforça que, além da dimensão profissional, a banda sempre funcionou a partir de laços pessoais fortes.

Novo álbum e perspectiva de continuidade

Apesar das mudanças na formação e do contexto emocional delicado, o Foo Fighters já projeta seus próximos passos. A banda anunciou recentemente seu 12º álbum de estúdio, intitulado Your Favorite Toy, com lançamento previsto para 24 de abril.

A faixa-título já foi disponibilizada ao público e, de acordo com Grohl, o novo trabalho retoma uma sonoridade mais direta e intensa, remetendo aos primeiros anos da banda. A proposta, segundo ele, é recuperar parte da energia crua que marcou os discos iniciais, sem deixar de refletir o momento atual do grupo.

A nova fase combina memória e renovação. Ao mesmo tempo em que mantém a influência de Hawkins como referência simbólica, a banda busca estabilidade com a chegada de Ilan Rubin e com a consolidação de um novo ciclo criativo.

O anúncio do álbum sinaliza que, mesmo após perdas e reformulações, o Foo Fighters continua ativo e disposto a se reinventar. A trajetória recente mostra que as decisões internas têm sido guiadas por critérios artísticos e emocionais, mais do que por conveniência de mercado.

Com mais de 30 anos de estrada, o grupo atravessa um período de transição que mistura luto, reflexão e retomada. As próximas apresentações e o lançamento do novo disco devem indicar como essa nova configuração será recebida pelo público e como a banda consolidará sua identidade daqui para frente.

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