Cosmo Room apresenta álbum de estreia homônimo com foco em contrastes instrumentais
Primeiro disco da banda paulista reúne sete faixas instrumentais e consolida uma pesquisa sonora iniciada há cinco anos
Redação - SOM DE FITA
3/4/2026




A banda paulista Cosmo Room lançou em 2026 o seu primeiro álbum completo, intitulado Cosmo Room. Com formação baseada em duas guitarras, baixo e bateria, o grupo aposta em composições instrumentais que exploram variações de intensidade, contrastes sonoros e estruturas abertas. O disco reúne sete faixas que alternam momentos de maior densidade sonora com passagens mais espaçadas, criando um percurso musical guiado por mudanças dinâmicas e pela interação entre os instrumentos.
Gravado ao longo de 2025, o trabalho marca a consolidação de um processo criativo desenvolvido gradualmente desde a formação da banda. O resultado é um álbum que busca equilibrar peso e suspensão, com cada faixa funcionando de forma autônoma, mas conectada a uma proposta estética comum. A produção aconteceu em dois estúdios do estado de São Paulo e envolveu diferentes profissionais ligados à cena independente.
Ao longo das composições, a Cosmo Room apresenta uma abordagem centrada na construção de ambientes sonoros e na exploração do diálogo entre guitarras, um dos elementos mais marcantes da identidade do grupo.
Um projeto instrumental focado em textura e dinâmica
Formada em 2020 pelos guitarristas Enrico Herrera, conhecido também por seu trabalho com a Riders of Death Valley, e Gale Fernandez, integrante do The Tropical Riders, a Cosmo Room nasceu com uma proposta clara: criar um projeto totalmente instrumental.
A ideia inicial era trabalhar com a construção de texturas e explorar referências variadas dentro de uma linguagem baseada em contrastes sonoros. Desde o início, o grupo buscou desenvolver composições que utilizassem tensão e respiro como elementos estruturais da narrativa musical.
Ao optar por uma formação enxuta — duas guitarras, baixo e bateria — a banda passou a explorar as possibilidades de sobreposição de camadas e de variações de intensidade ao longo das faixas. Essa abordagem aparece com frequência no álbum, em que momentos mais densos dividem espaço com trechos mais minimalistas.
Segundo o material de apresentação do projeto, o disco “Cosmo Room” também reflete um processo contínuo de experimentação e amadurecimento coletivo. As composições surgiram a partir de sessões de ensaio e de um desenvolvimento gradual das ideias musicais ao longo dos últimos anos.



Capa do álbum Cosmo Room: a arte mistura colagens e elementos surrealistas para refletir os contrastes, texturas e a densidade instrumental presentes nas composições do disco de estreia da banda.

Processo de gravação e equipe de produção
As gravações do álbum aconteceram durante 2025 em dois estúdios: o Estúdio Alvorada, localizado em Jundiaí (SP), e o Estúdio Tropical Land, na capital paulista. O trabalho de produção ficou a cargo de José Roberto Orlando, Thiago Zanolli e Raul Zanardo.
A mixagem foi realizada por Raul Zanardo, enquanto a masterização ficou sob responsabilidade de Fernando Sanches, no Estúdio El Rocha, espaço conhecido por trabalhar com diversos projetos da música independente brasileira.
Além da equipe técnica, o projeto também contou com colaboradores responsáveis pela parte visual e editorial. A arte da capa foi criada por Bruno Café Sforcin, enquanto as fotos oficiais da banda foram feitas por Melina Kato. Já os registros fotográficos das apresentações ao vivo ficaram a cargo de Regis Bezerra.
O texto original de apresentação do projeto foi escrito por Felipe Pauluk, que contextualiza o desenvolvimento artístico do grupo desde sua formação.
Mudança na formação e continuidade da banda
A formação que registrou o álbum de estreia reuniu Enrico Herrera e Gale Fernandez nas guitarras, Fernando Almeida no baixo — além de ruídos e sintetizadores — e Leonardo Possani na bateria e percussão. Esse quarteto representa o período de maior estabilidade da banda até o momento da gravação.
Após o término das sessões do disco, entretanto, houve uma mudança na formação. O baterista Leonardo Possani deixou o grupo, e a vaga passou a ser ocupada por Vinicius Enéas.
Com a nova formação, a Cosmo Room segue em atividade e mantém uma agenda de apresentações iniciada em 2024 na cidade de São Paulo. Para a banda, o palco funciona como uma extensão direta do processo criativo e como espaço para testar novas ideias e desenvolver as composições.
Nesse contexto, as apresentações ao vivo também se tornaram parte importante da evolução sonora do grupo. As músicas do álbum de estreia passaram por diferentes versões e ajustes antes de serem registradas em estúdio, refletindo o caráter coletivo do processo de criação.
O lançamento de Cosmo Room marca, portanto, um ponto de chegada para a primeira fase da banda, ao mesmo tempo em que abre caminho para novas explorações dentro da proposta instrumental que define o projeto.
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