A brasa do RUSH ainda queima: GEDDY LEE fala sobre possíveis novas músicas
Vocalista comenta reencontro criativo com Alex Lifeson e não descarta composições inéditas após a turnê comemorativa
Redação - SOM DE FITA
1/26/2026




Mesmo após décadas de carreira e um legado consolidado como um dos nomes mais influentes do rock progressivo, o Rush ainda evita tratar a criação musical como um capítulo encerrado. Em entrevista recente ao Music Radar, Geddy Lee falou abertamente sobre a possibilidade de músicas inéditas surgirem no futuro, mesmo com o encerramento da turnê “Fifty Something”, prevista para 2026. O músico adotou um tom cauteloso, sem anúncios ou promessas, mas deixou claro que a chama criativa segue acesa.
A declaração ganha relevância por acontecer em um momento sensível da trajetória da banda. Desde a morte do baterista Neil Peart, em 2020, muitos fãs passaram a enxergar o Rush como um projeto definitivamente concluído. Ainda assim, Geddy Lee demonstra que, ao menos no campo das ideias, a história permanece em movimento. Não se trata de um retorno formal ao estúdio, mas do reconhecimento de que a relação criativa com Alex Lifeson continua existindo.
A vontade de criar surgiu antes da turnê
Segundo Geddy Lee, a ideia de compor algo novo não nasceu como consequência direta da turnê comemorativa nem como resposta ao entusiasmo do público. O impulso criativo surgiu antes mesmo do início dos preparativos para a “Fifty Something”, quase como um reflexo natural do reencontro musical com Alex Lifeson após anos afastados da rotina criativa conjunta.
“Quando começamos a improvisar, comecei a enxergar a possibilidade de fazer algo com ele”, afirmou o vocalista. A fala indica que a química entre os dois segue presente, algo que sempre foi central para a identidade do Rush. A improvisação, nesse contexto, não aparece como simples exercício informal, mas como um método histórico da banda para desenvolver ideias e testar caminhos musicais.
Apesar disso, Geddy reconhece que esse processo acabou sendo interrompido pela intensidade da preparação para a turnê. “Por enquanto, tudo ficou suspenso”, explicou, sem dramatizar a pausa. O comentário reforça que não há frustração ou urgência, apenas a compreensão de que o foco atual está voltado para os compromissos ao vivo.
Mesmo com essa interrupção, o músico foi direto ao admitir que sente que “alguma música nova pode, sim, nascer desse reencontro”, conforme repercutido pelo Blabbermouth. A declaração não aponta para prazos ou formatos definidos, mas deixa aberta a possibilidade de que o Rush volte a criar material inédito de forma espontânea, caso o contexto seja favorável.



Músico admite que o reencontro pode gerar “alguma música nova”, abrindo a possibilidade de material inédito do Rush — Foto: Reprodução

A presença de Anika Nilles e a abertura ao novo
Outro elemento citado por Geddy Lee que adiciona novas camadas a esse momento do Rush é a participação de Anika Nilles na bateria durante a turnê. Conhecida por sua versatilidade e abordagem técnica refinada, a musicista surge como um fator de curiosidade criativa, mais do que como substituição simbólica de Neil Peart.
“Seria divertido ver o que ela pode fazer”, disse Geddy, em uma observação breve, mas significativa. A frase sugere uma abertura para experimentar novas dinâmicas musicais, ainda que sem qualquer indicação de mudança estrutural na banda. A presença de Nilles parece funcionar como um convite ao inesperado, algo raro em grupos com uma identidade tão consolidada.
Essa postura indica que o Rush, mesmo celebrando seu passado, não trata sua história como algo intocável. A banda parece confortável em revisitar o repertório clássico ao mesmo tempo em que admite a possibilidade de explorar novas ideias, ainda que de forma discreta e sem pressão externa.
Turnê celebra o legado e mantém o futuro em aberto
A turnê “Fifty Something” começa em 7 de junho de 2026, em Los Angeles, e percorre Canadá, Estados Unidos e México. Os shows seguem o formato “uma noite com”, com dois sets e repertório variável, oferecendo ao público uma visão ampla da trajetória da banda. Os ingressos se esgotaram rapidamente, o que levou à inclusão de datas extras e reforçou a força do nome Rush mesmo após longos períodos longe da estrada.
Nesse contexto, as declarações de Geddy Lee soam menos como anúncio e mais como constatação. O Rush revisita sua própria história, reconhece a importância do legado e, ao mesmo tempo, evita transformar a celebração em ponto final definitivo. Não há garantias de novas músicas, tampouco negativas categóricas.
O que fica claro é que a banda segue em um raro equilíbrio entre memória e possibilidade. Se novas composições vão surgir ou não, ainda é incerto. Mas, pelas palavras de Geddy Lee, a criação não foi descartada — apenas deixada em aberto, à espera do momento certo.
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